05 julho 2011

Bipolaridade, um assunto do nosso cotidiano




Hoje em dia estamos convivendo com pessoas bipolares, mas afinal o que é Bipolar? Pela definição do dicionário Aurélio Bipolar é a pessoa que tem uma perturbação de humor caracterizada por alternância entre estados depressivos e estada de excitação eufórica.

Achei importante falar sobre esse assunto, pois sofri com essa “doença” em partes, o que acontece com uma pessoa bipolar? Bom, ela acorda feliz e sorridente, dá bom dia sorrindo, conversa com as pessoas ao redor numa boa, ok, até ai tudo bem, mas chega um momento que do nada você passa a ser totalmente diferente, passa a tratar mal as pessoas e sem querer nem dá confiança, a pessoa não entende o porquê daquilo, mas fica chateada, ou até mesmo não quer nem saber do que você esta passando.

Em resumo, para uma parcela dos bipolares, o sofrimento é um ato solitário e de difícil explicação. Para quem “está de fora”, muitas vezes o bipolar é uma pessoa normal, “só um pouco diferente”. O lado positivo disso (sempre há algum) é que bipolares que conseguem esconder suas crises com maior sucesso mantém seus empregos e mais relacionamentos sociais intactos. O lado negativo é a solidão cruel que isso traz, aumentando ainda mais o sofrimento.

O fato é que poucos estão emocionalmente preparados para lidar com a bipolaridade. Falta, claro, informação à sociedade e isso ajudaria muito a diminuir o preconceito, mas acredito que o que mais falta ao “outro” é capacidade emocional para relacionar-se com alguém que é portador de uma doença mental.

É difícil falar em preparo emocional em tempos de individualismo crônico, mas amor e compaixão são armas poderosas para combater o preconceito, o medo e o egoísmo. Bipolares não são seres que precisam de cuidados o tempo todo, mas como qualquer ser humano, buscam relacionar-se. O mundo ficaria bem melhor se, para estes relacionamentos existirem, não fosse necessário esconder nada.


13 comentários :

  1. Muito dificil lidar com pessoas assim (minha namorada rs)
    Belo post! Beijos

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  2. Realmente há pessoas bipolares , mas muita gente grosseira e mal humorada também . Seguindo seu blog , dá uma passadinha no meu

    http://andyantunes.blogspot.com/

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  3. Há tratamentos para esse mal de nosso tempo chamado bipolaridade , pode ate parecer besteira mas é assunto sério . Seguindo seu blog , ameiii segue o meu ae
    http://fleonandthecity.blogspot.com/

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  4. Eu me considero bipolar. Meu humor muda do nada, não sei. Só minha família e amigos pra entender. Pretendo procurar um médico especialista urgentemente pra tratar isso.
    Amei seu blog, gatinha :)


    Segue os meus ??
    Esse é de humor : http://blogadosaki.blogspot.com
    e esse é de Dicas : http:blogadosakidicas.blogspot.com

    Beijos :)

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  5. Acho que algumas doenças hoje em dia estão banalizadas, muitos usam a palavra Bipolar, porque está na moda, na época que eu era jovem, não se falava disso, falava que tal pessoa era mal humorada, ou mais nervosa. Acho que não convivo com ninguém bipolar, meu namorado é nervoso, e é assim o tempo todo.

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  6. Concordo com a Sandra, também acho que virou moda falar que tem doença, como bipolaridade.
    http://prontaparacrescer.blogspot.com

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  7. tenho um amigo bipolar qero ajuda-lo mas ele nao qer ser ajudado... oq fazer nesse caso?

    gostei muito do seu blog, é interessante! por isso acabo de seguir...

    poesia>www.simplesmentejaja.blogspot.com

    opiniao>www.jaylsonbatysta.blogspot.com

    gostaria que me seguisse se possivel comentar tb... abraço!

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  8. Oi linda, vi que você comentou no meu blog e eu fiquei muito feliz em ve-lá por lá, mas muito feliz mesmo, porque cada um tem uma importância muito especial, ainda mais quando percebo que leu a minha postagem e gostou, obrigada mesmo.
    Muito sucesso pra ti por aqui também viu guria?
    Bjs :*

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  9. Eu acho que sou bipolar, até pq sou uma pessoa bastante intensa e mudo de humor drasticamente. So q mts não conseguem perceber isso e confudem com frescura.
    amei
    bjs
    http://oicarolina.wordpress.com/

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  10. Eu as vezes tenho essas mudanças de humor, uma hora eu bem triste, outra hora eu to com muita raiva (acho melhor procurar um médico :S)

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  11. QUAL DE MIM SOU EU...?

    Aqui, o poeta
    não é simplesmente
    um gênio do conhecimento
    dos sentimentos humanos
    Na verdade
    não há gênio
    (e nem conhecimento)
    o que se passa
    é que não passo
    a palavra
    a personagens,
    nem empresto a voz
    a ilustres heterônimos:
    dividem-se, em mim,
    dois pólos
    que não se comunicam
    não dividem o espaço
    Cada um,
    a seu tempo
    preenche-o completamente
    assenhoream-se
    dominam-no
    como se não tivera
    outro dono
    são pólos inconciliáveis
    incomunicáveis
    incompatíveis de gênio
    senhores de si
    e as vezes de mim
    me confundem
    são cheios de razões
    não sei o que sou
    são parasitas
    alimentam-se
    da minha consciência
    e só percebo
    que não são eu
    quando se vão.
    Mas... alternam-se
    tão rapidamente
    que nem tenho tempo
    de ser eu mesmo
    Eu? Desculpem-me:
    quem sou eu?
    Não sei...
    Só sei que não sou eles
    (mas também não sou eu...)
    pois no curto espaço
    de tempo
    em que se ausentam
    sou apenas
    o vácuo,
    vazio absoluto
    Deus, olha pra mim...
    e cura-me
    antes que julguem-me
    e condenem-me
    porque
    ninguém
    irá
    exorcizar
    o que não são
    possessões
    mas dualidades:
    euforia e medo...

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

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  12. Medo...
    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções...
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    e não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá...
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido...
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo...
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim...
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar...
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há...
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão...
    ah... quem dera, quem dera...
    que a mão de Deus me sustente neste instante...
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos...
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo...
    tenho medo, medo...
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída...
    medo de perder o medo
    de apertar o botão "Desliga"...

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

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  13. Tenho atitudes que lembram pessoas bipolares. Eu mudei bastante, sabe? E creio que isso é questão de vontade própria, se a bipolaridade não for muito grave, NÓS mesmos podemos nos tratar, como fiz.. Tenho um pouquinho de TOC também, mas nada grave, hahahaha.. Acho que isso são doenças graves as vezes, mas que quase todos tem "um pouquinho".

    Fica com Deus, beijos

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